O blog de astrologia do Astrogoy
Guias sobre o mapa natal, os planetas, as casas e os trânsitos. Escritos com rigor astronómico e a tradição que a Igreja conservou em mosteiros e universidades.
Ler o céu sem adivinhar o futuro
O mapa natal é um instrumento de conhecimento, não de adivinhação. Tomás de Aquino fixou a distinção na Suma Teológica (II-II, q.95): a astrologia natural, que observa a influência dos corpos celestes sobre a matéria e o caráter, é lícita; a astrologia judiciária, que pretende ler nos astros os atos livres e o destino, está condenada. As guias deste blog situam-se na primeira.
Cada artigo é calculado com Swiss Ephemeris, a mesma base de dados que os observatórios usam. As posições não são estimadas: são calculadas com a precisão da mecânica celeste. O que se faz com o mapa — a interpretação — pertence à ordem do símbolo, não da adivinhação.
A Igreja preservou esse saber durante os séculos em que a astronomia e a astrologia ainda não se tinham separado. Os mosteiros copiaram as tábuas de Ptolomeu. As universidades medievais ensinaram o Quadrivium — aritmética, geometria, música e astronomia — como saber nobre. Sem essa conservação paciente, o mapa natal moderno não existiria.
Guias publicadas
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